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Depressão pós faculdade

16 jul

Recebi esse texto por e-mail, enviado por um colega da sala Tiago Max e como ele retrata bem o momento vivido por mim, resolvi compartilhar aqui.

Depressão pós faculdade

por Thiago Anunciação

Você passa quatro anos indo para o mesmo lugar todos os dias, vendo as mesmas pessoas, falando sobre o mesmo assunto, agüentando os mesmos professores chatos, idolatrando os mesmos professores ótimos, reclamando dos mesmos problemas, comendo o mesmo Salgado, bebendo no mesmo boteco fedido.

Você passa quatro anos querendo sair mais cedo da aula todos os dias contando as moedas pra tirar mais uma das milhares de xerox, se revoltando com a quantidade de páginas da xerox, se desesperando nas provas, quebrando a cabeça pra fazer uma pauta, deixando de dormir até mais tarde no fim de semana pra fazer o tal do trabalho, indo dormir mais tarde pra fazer o tal do trabalho.
Isso tudo, sem contar o último ano, em que todos esses fatores são multiplicados por quantas vezes você achar melhor. E lá vem a monografia, que tira seu tempo, seu sono, sua paciência, seus fins de semana, seus feriados, suas refeições bem feitas, seu namorado, suas noites bem-dormidas, sua diversão.
Mas, em compensação você ganha, entre os itens que mais se destacam, um belo par de olheiras e aversão à gráficas (incluindo as pessoas que lá
Trabalham) e impressoras (um grande parabéns aos que não quebraram ou não deram pelo menos um soco em alguma). Não podemos deixar de citar as brigas com o seu grupo ou com uma colega de classe e as incontáveis vezes em que você escreveu, reescreveu, editou, gravou, fotografou, deletou tudo e começou de novo.
Chega o grande dia e junto com ele, um imenso alívio. É isso. Acabou.Tchau. Bye bye. Até mais. Te vejo por aí.
Você trabalha e depois das 18h vai pra casa. No dia seguinte também. E no outro, e no outro.
Alguns arrumam outras atividades pra ocupar o tempo.
Outros simplesmente vão pra casa, sentam-se no sofá e assistem tv, dormem, comem, babam na almofada sem se importar em ver o tempo passar.Mas, têm também aqueles que sentem um enorme vazio. Cadê os meus amigos pra conversar?
E os textos que eu tinha pra ler? Para onde foram professores que eu parava para trocar idéia no corredor?
Cadê tudo o que eu fazia todos os dias? Cadê as pessoas que eu convivia?
Acabou.
É, meu amigo. Está com esses sintomas? Então você está com a tal da DPF
-Depressão pós-faculdade.
Tudo aquilo que você xingou por anos, agora faz uma falta enorme aí na sua vida. Ficou um buraco. E, se você não aproveitou, esse buraco fica ainda maior.
Portanto, se durante os cinco anos você não quis comer aquele Salgado gorduroso, tomar a cerveja no boteco da esquina, comprar a trufa que sua colega vendia, fazer a pauta, escrever a matéria, gravar o programa, pegar a sonora , fotografar o fulano, diagramar o texto, estudar pra prova, pedir pro professor tirar sua falta, conversar durante a aula e tomar bronca, dar uma de nerd e responder o que o professor pergunta e muito, muuuuito mais… Perdeu.
Se você está entrando na faculdade agora, aproveite cada minuto. Xingue, mas não deixe nada passar.
Agora, se assim como eu, você fez tudo isso e com muito orgulho, curta a saudade, reencontre os amigos e professores e lembre-se que essa foi uma das melhores épocas da sua vida.

E que, da faculdade, você tire pelo menos esta lição: os momentos e as pessoas são únicos !!!
E as oportunidades também.
Vai deixar saudades!!!!!


Sobre os agradecimentos

14 jul

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Essa foi uma semana de muitas emoções, na terça-feira aconteceu o culto de formatura e na quarta a colação de grau. Fiquei muito contente, pois amigos que eu nem esperava compareceram nos eventos para prestigiar a minha vitória, muitos que compartilharam os meus momentos de raiva, de desespero e agora o momento de celebração.

Estou muito feliz de ter concluído o curso, não foi fácil, encontrei pedras no caminho, mas hoje posso dizer que venci, e que está vitória não é só minha, pois não conquistamos nada sozinhos, tive aqueles amigos de faculdade que sempre fizeram trabalhos comigo, e também aqueles amigos que descobri só no sexto período.

Agora encontramos o medo, é hora de enfrentar o mercado, estamos cheios de sonhos e esperanças, mas sabemos que nem tudo são flores, agora é a hora de correr atrás do tão sonhado emprego, hora de querer colocar em pratica tudo aquilo que aprendemos na faculdade, mesmo sabendo que muita coisa é diferente, mas o que queremos é fazer o certo.

Eu agradeço a todos que torceram, sonharam e choraram comigo. Aos meus pais que sonharam, lutaram, investiram no meu sonho. Aos meus tios que incentivaram o tempo todo, meus primos pelo o carinho e amizade. E aos meus amigos que sempre me disseram para seguir em frente, que sempre ouviram as minhas queixas. Obrigada por tudo!

E para os meus amigos o que posso dizer é que vou sentir saudade, de cada riso, de cada brincadeira, de cada festa, de cada momento que vivemos juntos, das tristezas compartilhadas pela perda do amigo que realmente se foi, e da alegria da descoberta de que um dos amigos que achamos que tinha ido, na verdade estava vivo. Vou sentir saudades das conversas nos banquinhos, das discussões quentes sobre o capitalismo (aquelas que eu sempre prefiro ficar calada). Vou sentir muitas saudades de todos vocês.

Sessão Saudade

18 mar

“Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular.“Saudade”, só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, falta, distância e amor.” Wikipédia

São tantas coisas que marcaram a minha vida e hoje não existem mais, ou não tem o mesmo significado que tiveram durante um determinado tempo. Esses dias no meu coração tem reinado uma grande saudade e não é apenas das coisas conhecidas, é uma saudade de tudo. Saudade dos amigos que não vejo ou não tenho mais contato, saudades de escrever cartas, dos velhos diários, dos livros de infanto-juvenil que lia durante as tardes após voltar do colégio, dos discos de vinil, das propagandas da Sukita. Saudades de um passado não vivido por mim e sim pelos meus pais, ou o passado que vivi, mas que não volta. Saudades do futuro ainda desconhecido, mas que tem sido sonhado e planejado.

Para recordar os momentos que foram marcantes para diversas gerações e compartilhar com alguém em um espaço “concreto” de forma poética, corto a fita vermelha e inauguro a “Sessão Saudade”.