Das coisas que aprendemos com a convivência

26 set

Quando rompemos algum tipo de relacionamento com uma pessoa custamos a lembrar das coisas boas que elas nos passaram e de inicio nem pensamos que elas nos deixou algo bom, mas depois com o passar do tempo percebemos que um pouquinho da personalidade dela ficou conosco e um pouquinho da nossa se foi com ela. O legal dos relacionamentos são as trocas que eles nos proporcionam, principalmente quando essas trocas são coisas legais.

Tenho muito a agradecer a uma pessoa, cujo nome não tenho a liberdade de citar, mas que durante o nosso relacionamento ele me ensinou a admirar a poesia, não que eu não gostasse, mas não tinha o hábito de pegar livros de poesia para ler e neste ano, quando nos relacionávamos ele me ensinou o quanto a poesia pode dizer por nós. Este ano comprei 3 livros de poesia e quero compartilhar com vocês uma dessas poesias que encontrei em um dos livros. Deixo então com vocês um pouquinho de Cecília Meireles.

De longe te hei de amar

De longe te hei de amar,
– da tranqüila distância
em que o amor é saudade
e o desejo, constância.

Do divino lugar
onde o bem da existência
é ser eternidade
é parecer ausência.

Quem precisa explicar
o momento e a fragrância
da Rosa, que persuade
sem nenhuma arrogância ?

E, no fundo do mar,
a estrela, sem violência,
cumpre a sua verdade,
alheia à transparência.

Cecília Meireles

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