Palavras Proibidas

20 maio

Enquanto dormia você visitava os meus sonhos. Há muito tempo não nos encontrávamos e talvez por isso resolvesses aparecer em um lugar onde tudo pode ser dito sem qualquer receio, mas mesmo sabendo que nos sonhos tudo é possível e nada é proibido, o medo invadiu meu coração.

Você me procurava com tamanho desespero e demonstração de saudade que a única coisa que poderia fazer era comparecer ao encontro que me solicitaste. Fui depressa, correndo, cheia de uma saudade que só descobriria em meus gestos, pois antes de encontrá-lo não sabia que meu coração estava tão saudoso.

Abraçamos-nos cheios de loucura e até mesmo paixão, e enquanto nos abraçávamos eu acariciava seus cabelos e então você encostou teus lábios em meus ouvidos e sussurrou uma confissão cheia de convicção que mesmo nos sonhos nos era proibido de dizer:

– Eu te amo!

Eu assustada com o peso dessas palavras dizia:

– Não, você não pode…

E despertei abraçada em mim mesma enquanto falava com temor o seu precioso nome.

Thalita Alvarenga

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