Enquanto dormia você visitava os meus sonhos. Há muito tempo não nos encontrávamos e talvez por isso resolvesses aparecer em um lugar onde tudo pode ser dito sem qualquer receio, mas mesmo sabendo que nos sonhos tudo é possível e nada é proibido, o medo invadiu meu coração.
Você me procurava com tamanho desespero e demonstração de saudade que a única coisa que poderia fazer era comparecer ao encontro que me solicitaste. Fui depressa, correndo, cheia de uma saudade que só descobriria em meus gestos, pois antes de encontrá-lo não sabia que meu coração estava tão saudoso.
Abraçamos-nos cheios de loucura e até mesmo paixão, e enquanto nos abraçávamos eu acariciava seus cabelos e então você encostou teus lábios em meus ouvidos e sussurrou uma confissão cheia de convicção que mesmo nos sonhos nos era proibido de dizer:
- Eu te amo!
Eu assustada com o peso dessas palavras dizia:
- Não, você não pode…
E despertei abraçada em mim mesma enquanto falava com temor o seu precioso nome.
Thalita Alvarenga








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